flor   EDOUARD - TRES DIAS DA ETERNIDADE
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      Edouard é um livro que dá alento.

    Nesse romance a autora procura ajudar tantos que sofrem por não conseguirem desprender-se de relações que ficaram no passado, não os deixando retomar as rédeas de suas vidas. Porém, Edouard é muito mais do que isso, é um poema pintado em prosa, é uma ousadia, é uma porta entreaberta para outra forma de sentir, amar e Ser. Edouard é um livro que se lê de uma só vez e no fim fica uma grande vontade de enfrentar este mundo tão cheio de possibilidades. 
Nesse curto encontro houve algo tão infinito que o fato de nos tornarmos a encontrar não é importante. Fomos. Sem o saber ele foi professor de novas exigências para relacionamentos que já posso antever, livres do sofrimento que tanto pediu para evitar. O espaço de tempo que criamos não era o certo para se transformar em ritmos infinitos, contudo foi o compasso perfeito de um encontro que serviu para me enriquecer no momento oportuno, onde as circunstâncias da minha vida me levavam a entrar num túnel muito frágil e vulnerável.
     Talvez ele seja o pássaro lindo que se ouve e admira em liberdade, parando momentaneamente no galho de uma árvore perto de casa. Ele voa para outras casas sem deixar de ter a mesma beleza. Ambos somos alados vultos da memória ao esquecer a côr. Quando foi presente no meu espaço ajudou-me a melhor reconhecer a beleza de puros sentimentos que voam livremente em jardins imaginários, cheios de flores e perfumes que já posso vislumbrar e transmitir. Se sou terra ele é mar; nas areias molhadas do nosso encontro fomos parte da teia desses caminhos azuis e lindos para lá do sonho. Essa experiência que foi tão essencialmente nossa, transborda agora em infinitas existências de mares de prata e terras vitais, reflexo dos espaços siderais onde tudo termina e tudo começa. No cruzamento de nossos caminhos aconteceram momentos de total sincronização, por isso nossas galáxias se cruzaram sem colidir, retomando o caminho para o canto do cosmos a que pertencem. Porém, nesse cruzamento algumas estrelas tomaram novas posições; hoje carrego em mim algumas que antes eram tão suas, assim como algumas que eram tão minhas caminham agora no ritmo do seu tempo.  
         O nosso encontro de três dias é um humilde exemplo da grande responsabilidade que temos em mudar a forma de pensar, criando novos conceitos e pensamentos. Em lugar de sofrer, o que não serviria para nada, criei. Nestas linhas não há sofrimento, vergonha, ciúme, desunião ou mentira, mas liberdade e só farsantes se poderiam chocar da forma livre como o continuei amando, enquanto melhor aprendia a me conhecer e amar.
      Retirando a cortina da mentira, que teimamos em manter, no intuito de tapar traumas e dificuldades, vi a minha verdade, vivendo-a. Não limitei o meu Ser, nem na sua presença, nem na sua lembrança. Na metáfora que extraí da nossa realidade Somos. Essa realidade teve de ser idealizada para haver mudança, mas continua mais real e imprescindível do que sólidos campanários.
      No meu ser tocam sinos invisíveis. Canto à sublime alegria de ter atingido as estrelas e de saber que as posso tocar sempre que quiser. Fui o que viste e o que adivinhaste. Relatei a essência e a possibilidade que descobri em três dias da eternidade. Parte concreta foi semente... Uma expressão a duas cores. Nos frutos e flores descobri a aura da tua palavra e atitude, que deslumbrei através da lente do amor, razão porque não houve controvérsia nem choque ou amargura.
      Contigo, senti-me como se fora a própria Terra, desde os fogos mais profundos à estratosfera. Cada uma de minhas células era um dos seis bilhões e meio de nossos irmãos e irmãs, o meu sangue eram os oceanos, rios, lagos e riachos, enquanto a minha pele eram os verdes campos, vales, montanhas, desertos e gelos. Nos meus orgãos estavam as profundas cavernas da História, nas minhas memórias adormecidas as minhas heranças e possibilidades. Descobri-me na unicidade de quem tem consciência e se ama, devido à auto-estima e muitas outras coisas que em mim despertaste.
         Foste o anel mágico da experiência que eu precisava naquele momento para continuar o meu caminho de mudanças - imprescindíveis lições que solidificam ideais. Depois da tua partida cresci numa lembrança que tornei presente necessário para uma realização. Contigo atingi o Zen do Tao que fomos momentaneamente.

Merci Edouard!